Gastroplastia Brasil Serviço de cirurgia do Hospital Angelina Caron.

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Médico cirurgião

Dr. Wilson Paulo dos Santos (CRM-PR 14204)

Fulguração com Plasma de Argônio

A obesidade afeta 12% da população mundial segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No continente americano, 28% da população é obesa. No Brasil, cerca de 16% possui algum grau de obesidade (IBGE, 2010).

Em 2013, um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) revelou um total de 80 mil cirurgias bariátricas naquele ano. A atual preocupação é o potencial de readquirir total ou parcialmente o peso perdido com a gastroplastia. Estudos recentes mostram que essa possibilidade ocorre em até 20% dos pacientes após alguns anos da operação. Nos superobesos (IMC > 50 kg/m²) este índice pode chegar a 35%.

Reganho de Peso

Com o passar dos meses e anos, pode ocorrer aumento do apetite, aumento da capacidade reservatória do estômago, aumento da ingesta de carboidratos como doces, massa e álcool, sedentarismo, perda de massa magra com o emagrecimento, permanência das pressões sociais e culturais na vida dos pacientes e perda do seguimento com a equipe multidisciplinar. Essas são algumas das causas potenciais para o reganho de peso.

Outras causas de reganho de peso ou de perda insuficiente são a má escolha da técnica cirúrgica pelo paciente ou cirurgião e as alterações anatômicas no estômago operado como a dilatação da anastomose gastrojejunal no Bypass Gástrico (cirurgia de Fobi-Capella).

O que fazer ?

O primeiro passo para o tratamento do reganho de peso é a reintrodução da equipe multidisciplinar na vida do paciente. É necessário acompanhamento com nutricionista para adequar a alimentação, psicólogo para diagnosticar e tratar a ansiedade e outros transtornos alimentares e retorno à atividade física.

Também é possível a fulguração da anastomose gastrojejunal com plasma de argônio por endoscopia após avaliação prévia do cirurgião bariátrico e do médico endoscopista.

Procedimento

A ampla abertura da anastomose gastrojejunal faz com que o alimento rapidamente esvazie para o intestino, reduzindo a saciedade e aumentando o apetite e a ingesta de alimentos.

O argônio é um gás inodoro, inerte e não tóxico que promove coagulação térmica sem o contato do cateter com a mucosa. O objetivo é promover uma cauterização de toda a circunferência da anastomose para reduzir o seu diâmetro. Isso leva à restrição da passagem dos alimentos, saciedade precoce e perda de peso.

São realizadas em média 2 a 3 sessões de endoscopia com intervalo de 6 a 8 semanas entre cada uma.

O objetivo é diminuir o tamanho do diâmetro da anastomose para menos de 12 mm, se possível para menos de 9 mm.

Indicações

Pacientes com mais de 18 meses pós-gastroplastia redutora do tipo Bypass Gástrico, com perda insuficiente ou reganho de peso com maus de 10% do peso mínimo atingido após a cirurgia e com pelo menos 15 mm de diâmetro da anastomose são candidatos a fulguração com plasma de argônio.

Vantagens e Desvantagens

As principais vantagens são ser minimamente invasivo, não é necessária nova intervenção cirúrgica, pode ser feito quantas vezes for necessário, é aprovado pela ANVISA e os riscos são mínimos.

A média de perda de peso é de cerca de 90% do peso reganhado.

Lembre-se: o argônio sozinho não é milagroso! É necessário mudança no estilo de vida associado à atividade física, ao acompanhamento psicológico e à disciplina alimentar.

Importante:

As informações contidas neste site têm caráter informativo e educacional. De nenhuma forma devem ser utilizadas para auto-diagnóstico, auto-tratamento e auto-medicação. Quando houver dúvidas, um médico deverá ser consultado. Somente ele está habilitado para praticar o ato médico, conforme recomendação do CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA.

Responsável técnico - Dr. Wilson Paulo dos Santos - CRM-PR (14204) - cirurgião geral - RQE - 12005, Medicina Intensiva - RQE - 12317.

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