Gastroplastia Brasil Serviço de cirurgia do Hospital Angelina Caron.

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Médico cirurgião

Dr. Wilson Paulo dos Santos (CRM-PR 14204)

Refluso gastroesofágico

Um dos sintomas mais frequentes é ardor, queimação e mal estar

O refluxo gastroesofágico ou doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) consiste no refluxo de conteúdo alimentar presente no estômago para o esôfago, normalmente com pH ácido, embora possa ser também de conteúdo biliar, neste caso chamado refluxo alcalino.

O refluxo, que contém material ácido, atinge a faringe e até a boca, provocando, tal como na pirose, ardor, queimação e mal estar.

Sinais e Sintomas

O sintoma mais comum é a azia (sensação de queimor retroesternal e epigástrica, que pode subir até à garganta) e sensação de regurgitação. Entretanto, a ocorrência eventual de pirose não significa caso da doença, embora sua ocorrência em períodos relativamente curtos seja indicativo de seu desenvolvimento.

Pode ocorrer também dor no precórdio, em queimação, simulando uma dor cardíaca, problemas respiratórios (asma, broncopneumonia) ou do orofaringe (tosse, pigarro ou rouquidão). Os sintomas de pirose e dor podem ser aliviados com a ingestão de antiácidos m no entanto um modo rápido de identificar a origem da dor no peito (se cardíaca ou gastro-intestinal) é ingerindo alguns goles de leite sem açúcar.

Os fatores predisponentes mais comuns são a presença de hérnia do hiato esofágico, obesidade e tabagismo, entre outros.A presença de bile refluída do duodeno parece ter muita importância em um tipo mais grave de DRGE, chamado de Esôfago de Barrett.

Este tipo está intimamente ligado ao câncer do esôfago.Dificuldade para engolir e dor torácica crônica, e ainda pode incluir tosse, rouquidão, alteração na voz, dor crônica no ouvido, dores agudas (pontadas) no tórax, náusea ou sinusite.

Diagnóstico

Com esses sintomas para a avaliação diagnóstica inicial deve-se proceder a uma endoscopia digestiva alta, cujos achados mais comuns deverão ser a presença de hérnia de hiato e esofagite, que é a inflamação da mucosa esofágica causada pelo ácido refluído. Nos casos com sintomas típicos em que a endoscopia é normal, a pH-metria esofágica costuma fazer o diagnóstico.

O esfíncter esofágico inferior (EEI) é localizado por manometria e então um catéter com sensor de pH é inserido por via nasal até o esôfago, registrando o pH esofágico durante um período de 24 horas. Nos casos com sintomas de refluxo, mas com pouca resposta aos tratamentos convencionais, aplica-se hoje a impedanciopHmetria, que mostra a presença de refluxo não ácido, sendo que, possivelmente, estes pacientes se beneficiariam muito com a cirurgia.

Tratamento do Refluxo gastroesofágico

Os casos leves são tratados com medicamentos antiácidos e melhoram seu esvaziamento. Os mais efetivos são os inibidores da bomba de prótons (omeprazol e similares) ingeridos 1 ou 2 vezes ao dia. São também indicadas medidas como não deitar após as alimentações e dormir com a cabeceira da cama mais elevada.

Para os casos mais graves e aqueles que não respondem ao tratamento clínico, pode estar indicado o tratamento cirúrgico, que consiste na correção da hérnia de hiato ou da incontinência do esfíncter inferior do esôfago através da confecção de uma válvula anti-refluxo (fundoplicatura) com o fundo gástrico que envolve total ou parcialmente o esôfago.

As vias de abordagens são a laparotomia (método tradicional, com um corte vertical de cerca de 10-15 cm acima da cicatriz umbilical); e a laparoscopia (método mais recente em que são realizadas 4 ou 5 pequenas incisões, de cerca de 1 cm cada, e por onde são inseridos o instrumental cirúrgico e uma pequena câmera de vídeo).

Recentemente foi aprovada técnica endoscópica, trans-oral, para a correção do refluxo. A técnica envolve o uso do aparelho EsophyX e vem sendo empregada com sucesso em pacientes com hérnia de hiato pequena, ou sem hérnia de hiato. Estudos a longo prazo ainda não estão disponiveis, porém os resultados preliminares são promissores.

Azia ou Pirose

Pirose (do grego "pýrosis", acção de queimar) ou azia (no Paraná também chamada cremor, é a sensação de ardor (queimação), que tem início na parte posterior do esterno e que se propaga, via de regra, através de ondas ou golfadas, até a faringe, fazendo-se acompanhar de eructação com acidez e aumento da salivação. A pirose pode ser sintoma de algumas doenças como refluxo gastroesofágico, ou indicativo de processos irritativos ou inflamação ocorrente no esôfago. O ardor é provocado pela ação do ácido gástrico (e por vezes também de bílis), fora do ambiente estomacal.

Causas

A principal causa da pirose é a alimentação inadequada, ou seja, a ingestão de comida excessivamente temperada, gordurosa ( derivados do leite, chocolate, etc.), cafeinada (café, refrigerantes de cola, guaraná), além de excessivo consumo de frutas cítricas e outros hortifrutigranjeiros, além do uso habitual de substâncias tóxicas, como o álcool, fumo e outras drogas, como o ácido acetil-salicílico.

Tratamento

O tratamento da pirose (azia) passa, necessariamente, pela correcção dos hábitos alimentares, não havendo uma total proibição de algum alimento em específico, mas sim uma moderação controlada do consumo dos alimentos que dão origem ao problema em questão em cada caso específico, visto que existem factores individuais que determinam que cada pessoa seja mais susceptivel a determinado alimento.

O tratamento da azia começa com a moderação do consumo de:Alimentos gordurosos (fritos, bolos, etc);Frituras (alimentos fritos em óleo, azeite, margarina); excesso de temperos nos alimentos; excesso de frutas ácidas (citrinos); excesso de bebidas alcoólicas (quanto maior o teor de álcool da bebida pior); tabagismo; excesso de café, chá, refrigerantes tipo cola e cafeinados; excesso de chocolate; excesso de tomate e molho de tomate.

Importante:

As informações contidas neste site têm caráter informativo e educacional. De nenhuma forma devem ser utilizadas para auto-diagnóstico, auto-tratamento e auto-medicação. Quando houver dúvidas, um médico deverá ser consultado. Somente ele está habilitado para praticar o ato médico, conforme recomendação do CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA.

Responsável técnico - Dr. Wilson Paulo dos Santos - CRM-PR (14204) - cirurgião geral - RQE - 12005, Medicina Intensiva - RQE - 12317.

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