Gastroplastia Brasil Serviço de cirurgia do Hospital Angelina Caron.

(0xx41) 3679 - 8218

Médico cirurgião

Dr. Wilson Paulo dos Santos (CRM-PR 14204)

Confira tudo o que você precisa saber sobre a cirurgia bariátrica!

Veja o que preparamos para você! Um manual completo contendo todas as orientações sobre o que é a cirurgia bariátrica, as suas indicações, possíveis complicações no pré e no pós-operatórios, entre várias outras informações de extrema utilidade nas várias etapas do procedimento. Boa leitura!

Obesidade: Problema Grave

A obesidade é uma doença caracterizada pelo excesso de gordura no corpo. Esse acúmulo ocorre quando a oferta de calorias é maior que o gasto de energia corporal e resulta frequentemente em sérios prejuízos à saúde. A incidência está aumentando em proporções assustadoras nos últimos anos.

Como sabemos se estamos obeso?

O método mais usado é através do cálculo do índice de massa corpórea (IMC) que é calculado dividindo-se o peso pela altura ao quadrado como se segue:

Desta forma, fica estabelecido que todo paciente que apresenta IMC acima de 40 Kg/m é considerado obeso mórbido e, portanto, apresenta elevado risco de complicações se não forem adequadamente tratado.

Quais são as causas da Obesidade Mórbida?

Vários pesquisadores demonstraram que a causa da obesidade mórbida é complexa, resultante da interação de fatores genéticos, ambientais e também do estilo de vida.

1. Ingestão excessiva de alimentos

Os hábitos da vida contemporânea favorecem o consumo exagerado de alimentos de alto valor calórico, resultando em pobre qualidade nutricional. Essa ingestão excessiva também pode ser desencadeada por transtornos emocionais de compulsão alimentar.

2. Falta de atividade física

O sedentarismo é outra causa indutora da obesidade. É necessário tentar incluir atividades físicas regulares na rotina diária. O gasto energético vem diminuindo com os confortos da vida moderna, como controles remotos, elevadores, automóveis, escadas rolantes, etc.

3. Tendência genética

Pesquisas mostram a relação entre herança genética e obesidade. Normalmente, pais com peso normal têm em média 10% dos filhos obesos. Quando um dos pais é obeso, 50% dos filhos certamente o serão. E, quando ambos os pais são obesos, esse número pode subir para 80%.

4. Problemas hormonais

Alterações nas funções das glândulas tireoide, suprarrenais e da região do hipotálamo também podem provocar a obesidade.

Risco da Obesidade Mórbida e Doenças Associadas:

Diabetes

O diabetes tipo 2 está associada diretamente à obesidade. Estresse, hábitos alimentares não saudáveis e vida sedentária são as principais causas da incidência da doença. Pessoas com excesso de peso têm risco de desenvolver diabetes três vezes superior ao de pessoas com peso normal.

Hipertensão Arterial

O excesso de peso corporal está diretamente relacionado com a hipertensão arterial. Hábitos de vida não saudáveis, como sedentarismo e consumo exagerado de alimentos industrializados ricos em sal, ajudam a aumentar os níveis de pressão arterial. Estudos têm demonstrado que, com a redução do índice de massa corpórea, a cirurgia bariátrica, tem impacto significativo na diminuição da circunferência abdominal, da pressão arterial, da frequência cardíaca e dos níveis de colesterol ruim (LDL), sendo que essa técnica cirúrgica promove o aumento do bom colesterol (HDL).

Problemas Articulares

O excesso de peso causado pelo acúmulo de gordura no corpo sobrecarrega todo o organismo, mas a coluna vertebral é afetada de modo particular. Na pessoa obesa, o peso do corpo pressiona as vértebras e desgasta as articulações, podendo ocasionar hérnia de disco. É comum o paciente sofrer com dores na coluna e nas articulações dos membros inferiores, como joelhos e tornozelos. Com a redução do peso corporal, é possível aliviar a carga sobre a estrutura óssea, suavizar as dores e minimizar a incidência de problemas articulares mais sérios.

Outras Doenças

A condição de obesidade grave está associada também a outros problemas de saúde, como dificuldades respiratórias e apneia do sono, risco aumentado de embolia pulmonar por alterações da coagulação sanguínea e até alguns tipos de câncer (de útero, mama e intestino grosso, entre outros). Deficiências de vitaminas e minerais também podem estar presentes na obesidade.

Muitas pessoas não fazem refeições saudáveis, substituindo-as por comidas gordurosas e frituras, que não fornecem ao organismo os nutrientes necessários. Ainda temos que salientar que um paciente obeso tem dificuldade de andar, correr e na utilização dos meios de transporte, limitações em determinados tipos de emprego e problemas de relacionamento com amigos, colegas e familiares.

Observação: Paciente com obesidade mórbida, dependendo da idade, tem de 6 a 12 vezes mais chance de morrer do que uma pessoa não obesa.

Como previnirmos a Obesidade?

Apesar da relevância dos fatores genéticos no desenvolvimento da obesidade, essa situação pode ser evitada, a começar pela educação das crianças dentro de casa e na escola. Deve-se optar sempre por refeições e lanches saudáveis e, de preferência, não comprar alimentos industrializados e ricos em gordura. Doces, frituras, refrigerantes e até bebidas alcoólicas podem ser consumidos, mas em ocasiões específicas e sempre com moderação. Além da alimentação saudável, rica em carnes magras, vegetais, frutas e massas integrais, deve-se manter a prática regular de exercícios físicos. Atividades como esportes coletivos, corrida, dança, caminhada e ciclismo, por exemplo, além de fazerem bem ao corpo, são fontes de prazer e socialização.

Tratamento Clínico:

A primeira opção para se livrar do excesso de peso é o chamado tratamento clínico acompanhado de um endocrinologista e nutricionista. Também podem fazer parte da equipe um fisioterapeuta e um psicólogo.

Dieta rigorosa e um plano de exercícios frequentes, associados ou não a medicamentos que reduzem o apetite (anorexígenos) são efetivos no controle da obesidade leve a moderada. Entretanto, estas medidas são ineficazes em longo prazo para quase todos os pacientes com obesidade mórbida. Menos de 3% dos pacientes com obesidade mórbida se beneficiam significativamente do tratamento clínico em longo prazo.

Apesar desse elevado índice de insucesso no tratamento clinico, todo paciente com obesidade mórbida deve ser submetido a tratamento clinico sob supervisão médica por pelo menos 02 anos, antes da indicação da cirurgia. O objetivo é conscientizar o paciente da necessidade de trocar o sedentarismo e a má alimentação por hábitos de vida mais saudáveis que contemplem atividade física e dieta balanceada.

Tratamento Cirúrgico

Nos casos em que a obesidade traz prejuízos à saúde e o tratamento clínico se mostra ineficaz, o tratamento cirúrgico deve ser considerado. O método é conhecido popularmente como “redução de estômago”, mas vai muito além. Existem vários tipos de cirurgias disponíveis e cabe ao médico apresentá-los ao paciente e recomendar o mais apropriado – e seguro – para cada caso.

O tratamento cirúrgico é o único método que resulta em perda de peso prolongada e reduz os riscos de complicações e morte das doenças associadas à obesidade mórbida.

Quais Pacientes podem ser submetidos à Cirurgia Bariátrica?

Conforme os preceitos médicos, a indicação cirúrgica deve ser decidida sob a análise de três critérios: IMC, idade e tempo da doença e comorbidades.

Em relação ao índice de massa corpórea (IMC)

IMC acima de 40 kg/m², independentemente da presença de comorbidades.

IMC entre 35 e 40 kg/m² na presença de comorbidades associadas e comprovadas (diabetes, apnéia do sono, hipertensão arterial, alteração do colesterol ou triglicerídeos, doenças das artérias do coração, doenças das articulações e outras).

Em relação à idade

Abaixo de 16 anos: exceto em caso de síndrome genética, quando a indicação é unânime, o Consenso Bariátrico recomenda que, nessa faixa etária, os riscos sejam avaliados pelo cirurgião e uma equipe multidisciplinar. A operação deve ser consentida pela família ou responsável legal e estes devem acompanhar o paciente no período de recuperação.

Entre 16 e 18 anos: sempre que houver indicação e consenso entre a família ou o responsável pelo paciente e a equipe multidisciplinar.

Entre 18 e 65 anos: sem restrições quanto à idade.

Acima de 65 anos: avaliação individual pela equipe multidisciplinar, considerando maior risco cirúrgico, presença de comorbidades, expectativa de vida e benefícios do emagrecimento.

Em relação ao tempo da doença

O paciente deve apresentar IMC e comorbidades em faixa de risco há pelo menos dois anos e ter realizado tratamentos convencionais prévios. Além disso, ter tido insucesso ou recidiva do peso, verificados por meio de dados colhidos do histórico clínico do paciente.

Quem não pode operar?

Todo paciente que apresentar dependência de drogas ilícitas, de alcoolismo e/ou serem portadores de doenças psicóticas ou demências graves ou moderadas;

Pacientes e familiares que apresentem baixa compreensão dos riscos e mudanças de hábitos inerentes a uma operação de grande porte e da necessidade de acompanhamento pós operatório com a equipe por toda a vida do paciente.

Como é a perda de peso após a Cirurgia?

O principal objetivo do tratamento cirúrgico é ajudá-lo a perder peso, de modo que você tenha uma boa qualidade de vida, com redução significativa do risco de complicações, inclusive morte. A maioria dos pacientes perde de 50% a 80% do seu excesso de peso. Esta perda é muito acentuada nos três primeiros meses e depois é gradativa, de modo que, cerca de 1 ano e meio a 2 anos após a operação, você atingirá o seu menor peso. Seguindo corretamente todas as orientações do cirurgião, nutricionista, psicólogo, clinico ou endocrinologia a maioria dos pacientes ganha pouco peso no pós-operatório tardio. É fundamental você mudar os seus hábitos alimentares e o seu estilo de vida, ou seja, ingerir alimentos em menos quantidade e com menor valor calórico e deverá ser mais ativo, com programas de exercícios frequentes.

Refeições calóricas, com muito carboidratos, uso do açucar e do alcool que tem quase o dobro de calorias que o açucar, devem ser evitadas para o resto da vida, com o risco de reganho de peso.

Portanto, o cuidado é para o resto da vida e que sua participação para o sucesso da operação é muito importante.

Avaliação Pré-Operatória

Os candidatos à cirurgia bariátrica devem ser submetidos a uma avaliação préoperatória completa para determinar fatores de risco que possam aumentar as complicações e comprometer o resultado da operação. Esta avaliação é realizada por uma equipe multidisciplinar que tem experiência no cuidado de pacientes com obesidade mórbida. Além de solicitar vários exames, o seu médico irá pedir que você faça uma avaliação com um endocrinologista ou clínico geral, cardiologísta, nutricionísta, psicólogo ou psiquiatra, anestesiologista e outros especialistas que ele julgar necessário.

Observação: Esta avaliação completa e para sua proteção!!!!!

Anestesia

1. Indução Anestésica:

Nessa etapa, o paciente recebe os primeiros medicamentos para o início da cirurgia. Já dentro do Centro Cirúrgico, o médico punciona uma veia do braço do paciente. Com o paciente sentado, o anestesista realiza um bloqueio (anestesista nas costas) para que a dor no pós-operatório seja mínima. Na sequência, serão instalados todos os aparelhos que irão controlar os parâmetros vitais (pulsação, pressão arterial, respiração, concentração de oxigênio e gás carbônico no sangue etc.). É administrado oxigênio sob máscara, e na veia puncionada são aplicados medicamentos para o paciente dormir. Em seguida, é feita a entubação orotraqueal, que consiste na introdução de um tubo plástico na traqueia do paciente, o qual será conectado ao aparelho de anestesia. É por esse tubo que ele respira e recebe os gases anestésicos durante a cirurgia. A seguir, o pessoal da enfermagem faz o enfaixamento das pernas do paciente e é instalado uma meia pneumática (aparelho que fica comprimindo a perna em curto períodos de tempo) para evitar trombose.

2. Fase Transoperatória:

O paciente recebe um fluxo constante de gás anestésico e oxigênio ou ar. A quantidade de gás recebida pelo paciente é determinada pelo anestesista e mantida em níveis constantes pelo aparelho de anestesia chamado “carrinho de anestesia”. O anestesista acompanha sinais vitais, a dosagem adequada de anestesia para a cirurgia e também o nível de hidratação do paciente. Também são administradas quantidades de soro adequadas para manter estável a pressão arterial e o perfeito funcionamento dos rins. Por essa razão, muitos pacientes costumam urinar bastante no pós-operatório.

3. Recuperação Pós-anestésica:

É a fase de despertar do paciente após a cirurgia. A inalação de gases anestésicos é suspensa e inicia-se a fase de recuperação. A recuperação pode ocorrer na Sala de Recuperação do Centro Cirúrgico ou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O anestesista e o cirurgião decidem qual é o local mais adequado para cada paciente.

Tipos de Cirurgias:

As cirurgias diferenciam-se pelo mecanismo de funcionamento. Existem três procedimentos básicos da cirurgia bariátrica, que podem ser feitos por abordagem aberta ou por videolaparoscopia:

restritivos – que diminuem a quantidade de alimentos que o estômago é capaz de comportar.

Gastrectomia vertical (Sleeve Gastrectomia)

É um dos novos procedimentos bariátricos do armamentário cirúrgico que tem recebido aceitação global, com bons resultados em múltiplos centros em vários países. Funciona com uma restrição gástrica, com retirada através de grampiamento de 70% a 80% do estômago proximal ao antro, e possui também um componente hormonal associado que é a redução do hormonio da saciedade (grelina).

Nesta técnica não é excluído o duodeno do trânsito alimentar, portanto não interfere com o sítio de absorção de ferro, cálcio, zinco e vitaminas do complexo B, não sendo necessário o uso de vitamina no pós operatorio. Pode ser transformada, em caso de insucesso, num procedimento com algum componente disabsortivo como o bypass gástrico em Y de Roux e a derivação bilio-pancreática com duodenal switch. É contra indicada em paciêntes com hernia de hiáto esofágico e doença do reflúxo Gastroesofágico

Ainda não existem dados consistentes quanto à sua eficácia a longo prazo na perda e manutenção do peso.

disabsortivos – que reduzem a capacidade de absorção do intestino.

técnicas mistas – com pequeno grau de restrição e desvio curto do intestino com discreta má absorção de alimentos.

Bypass Gástrico

O Bypass Gástrico é a Cirurgia Bariatrica mais freqüentemente realizada, corresponde a 75% das cirurgias realizadas do mundo, é estudada dede a década de 60. Os paciêntes submetidos a cirurgia perdem 40% à 45% do peso inicial.

geralmente quando realizada por laparotomia (Aberta) e Wittgrove (Bypass Gástrico sem banda) geralmente quando realizada por videolaparoscopia. Apresentam perda de peso adequada e duradoura, com baixo índice de insucesso. Ocorrem também melhoras significante dos sintomas da doença do refluxo. Apresentam taxas aceitáveis de complicações a longo prazo. São potencialmente reversíveis, embora com dificuldade técnica.

Apresentam bons resultados em termos de melhoria da qualidade de vida e doenças associadas.

Essa operação também apresenta efeitos metabólicos independentes da perda de peso. Ocorrem modificações funcionais e hormonais do tubo digestivo, com efeitos benéficos adicionais sobre o controle ou reversão das comorbidezes metabólicas, em especial sobre o diabetes tipo 2.

Tecnicamente complexas; acesso limitado ao estômago excluído e ao duodeno para métodos

No Hospital Angelina Caron, utilizamos basicamente tres tipos de cirurgias (Fobi-Capela, Wittgrove e Sleeve Gastrectomia) porém, caso haja necessidade, seu médico lhe apresentará outras técnicas compatíveis com o seu problema.

Complicações

Como você observou nas páginas anteriores, as operações bariátricas podem ser extremamente valiosas e efetivas para ajudá-lo a perder peso, mas elas não estão livres de complicações. O risco de complicações depende de vários fatores, incluindo a idade, grau de obesidade do paciente, doenças associadas e o procedimento utilizado. As principais complicações incluem trombose venosa e embolia pulmonar (coágulo de sangue na artéria ou veia do pulmão), infarto do coração, fistula (vazamento do conteúdo do estômago ou intestino para a cavidade abdominal ou pele), infecção, sangramento, hérnia, pneumonia e distúrbios nutricionais e metabólicos e alterações psicológicas. No pós-operatório tardio, ainda pode ocorrer hérnia mesentérica (torção do intestino). Além disso, sintomas gastrointestinais podem aparecer após a refeição. Os pacientes predispostos a esses efeitos colaterais devem observar certos cuidados, como reduzir o consumo de carboidratos, comer mais vezes ao dia – pequenas quantidades –, e evitar a ingestão de líquidos durante as refeições.

A mortalidade (possibilidade de morrer) é de cerca de 1%. É importante esclarecer que o risco do tratamento cirúrgico da obesidade mórbida é muito pequeno quando comparado com as suas vantagens. O seu médico poderá explicar em detalhes as complicações.

Pós-Operatório

Paciente deve fazer consultas e exames laboratoriais periódicos no pós-operatório, conforme o tipo de cirurgia e as rotinas estabelecidas pela equipe responsável. Em caso de comorbidades (doenças associadas), elas devem ser acompanhadas por profissionais especialistas nessas doenças.

No pós-operatório, recomenda-se ao paciente atividade física e complemento vitamínico. E, nas operações abertas, recomenda-se ainda o uso da faixa abdominal.

Nas cirurgias por videolaparoscópia (furinhos) e nao é preciso usar faixa, a atividade física pode começar 15 dias após a cirurgia e, nas cirurgias por corte, serão dois meses sem pegar peso e/ou fazer esforços.

Pacientes que residem em outros municípios com mais de 100 Km de distância do Hospital Angelina Caron, devem permanecer por no mínimo 07 (sete) dias nas proximidades do Hospital antes de retornarem as cidades de origem.

Todos os pacientes devem fazer acompanhamento com nutricionista e psicólogo no pós-operatório, devendo ser agendado a consulta já nos primeiros 30 dias após a cirurgia.

Dicas

1. Cirurgia Bariátrica e Gestação:

Se você fez cirurgia bariatrica não deve engravidar nos primeiros 2 anos após a cirurgia, quando é feita a redução do estomago, ocorre diminuição da absorção de vários nutrientes como vitaminas, ferro, calcio, sais minerais e isso não é bom nem para gestante nem para o bebê, ao mesmo tempo com a diminução do tecido gorduroso a fertilidade da mulher aumenta, o que facilita a gestação.

Após a cirurgia bariatrica você não deve utilizar anticoncepcionais orais (pilula anticonecpcional), se você estiver utilizando precisa trocar ou associar outro método, converse com seu ginecologista.

2. Queda de Cabelo pós Cirurgia Bariátrica:

Uma pergunta bastante frequente sobre a cirurgia bariátrica é sobre a queda de cabelos.

70% dos pacientes sofrem com a queda do cabelo após a cirurgia bariátrica. Esse processo geralmente ocorre entre o terceiro e o sexto mês de pós operatório, devido a diversos fatores, inclusive, pela própria perda de peso, que faz com que o organismo tente economizar proteínas (a matéria prima do cabelo).

A deficiência de zinco e outras vitaminas também contribui para essa queda transitória, mas existem algumas medidas preventivas para minimizar o problema. E se a queda do cabelo já esta acontecendo, normalmente são prescritos suplementos juntamente com acompanhamento dermatológico para controlar o problema.

Deve-se também diminuir o tamanho dos cabelos, evitar pentea-lo em excesso e não usar o cabelo tracionado preso com elásticos.

2. Síndrome de Dumping:

A síndrome de dumping é uma resposta fisiológica devida à presença de grandes quantidades de alimentos sólidos ou líquidos e doces na porção proximal do intestino;

Este sintoma ocorre quando o conteúdo hiperosmolar da dieta alcança a luz intestinal de forma muito rápida. Isso desencadeia uma translocação de fluídos para a luz intestinal, ocasionando uma resposta vaso-vagal, que se manifesta com taquicardia, sudorese, sensação de morte, sonolência, etc.

Os pacientes com sinais frequentes de dumping devem ser tratados com modificações dos hábitos alimentares: evitar o consumo de açúcar e doces em geral, fracionar a alimentação em aproximadamente 6 refeições por dia (com baixo volume), não ingerir líquidos durante as refeições (devendo o consumo ocorrer 1 hora antes e 1 hora após a refeição), aumentar o consumo de fibras e mastigar bem os alimentos. Como o consumo de carboidratos deve ser restrito, é necessário aumentar o consumo de proteínas, para suprir a necessidade energética. Em alguns casos a suplementação de fibras pode auxiliar no controle dos sintomas.

Atenção: Se apresentar os sintomas descritos acima, deve-se permanecer sentado ou deitado, até que estas sensações passem. Caso a síndrome de dumping ocorra com freqüência, procure o seu médico.

LEMBRE-SE:

A sua absoluta cooperação e dedicação em seguir as instruções da sua equipe multidisciplinar, são fundamentais para o sucesso da sua operação.

Em caso de dúvidas ou caso apresente alguma complicação, procure seu médico.

Telefones e emergências de pós-operatório:

(41) 3679-8100 – Hospital e Maternidade Angelina Caron

Na emergência, entrar em contato com o residente de Cirurgia Geral no Pronto Socorro e este entrará em contato com os cirurgiões da equipe de Cirurgia Bariátrica.

Importante:

As informações contidas neste site têm caráter informativo e educacional. De nenhuma forma devem ser utilizadas para auto-diagnóstico, auto-tratamento e auto-medicação. Quando houver dúvidas, um médico deverá ser consultado. Somente ele está habilitado para praticar o ato médico, conforme recomendação do CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA.

Responsável técnico - Dr. Wilson Paulo dos Santos - CRM-PR (14204) - cirurgião geral - RQE - 12005, Medicina Intensiva - RQE - 12317.

Desenvolvido por: Paulo Henrique